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Prince of Persia: Sands Trilogy

 Most people think time is like a river that flows swift and sure in one direction, but I have seen the face of time and I can tell you they are wrong. Time is an ocean in a storm. You may wonder who I am and why I say this; sit down and I will tell you a tale like none that you have ever heard!”



Caro leitor, com toda certeza ao ler isso você deve estar “mas e o Forgotten Sands?” a qual eu respondo com o mais sincero “Foda-se Forgotten Sands”. Com isso deixado de lado, irei prosseguir o meu texto.

Minha relação com Prince of Persia

Meu primeiro contato com a franquia foi com o filme do Sands of Time da Disney, eu vi no cinema com meus pais e quando criança fiquei perdidamente apaixonado pelo filme. Claro que quando criança gostamos de qualquer merda, por isso eu decidi rever o filme logo após ter terminado o Sands of Time e agora digo sem medo: esse filme é muito bom! Mas vamos falar dele depois.

Uma noite, eu estava na casa do meu primo e vi que ele tinha um jogo chamado “Prince of Persia: The Sands of time” eu juro que mesmo após ver o filme eu não tinha noção que era adaptação de jogo, e isso foi pouco tempo depois de eu ter visto o filme. Decidi então colocar o dvd no Playstation 2 e…que experiência. Quando criança achei o jogo muito difícil mas ao mesmo tempo SUPER DIVERTIDO e fiquei encantado e queria jogar mais. Infelizmente meu primo não curtiu muito o jogo e trocou ele por um PES ou FIFA depois, então fiquei sem contato com a franquia por anos.

Isso mudou quando um eu de 14 anos conheceu o canal do Zangado, minha opinião e sentimento  em relação ao Zangado fica para outro dia, e eu revi a franquia em um vídeo dele intitulado de “Saga Prince of Persia”, ele refez o vídeo anos depois. Eu conheci os outros jogos da franquia vendo o vídeo, e me apaixonei por cada um deles, inclusive aquele 3D estilo Tomb Raider(que pretendo jogar). Mas ficou nisso, vi o vídeo e não fui atrás dos jogos, exceto do Prince of Persia 2 que joguei por meros 30 minutos antes de ter uma explosão de raiva e desistir. E foi isso…

Até 16 de dezembro de 2022, quando eu e um amigo lembramos que a franquia existia e decidimos jogar a trilogia do Sands of Time(apesar deste ter ficado com desânimo e não ter me acompanhado). E eu tenho coisas a dizer sobre a trilogia, muitas coisas! Eu de início pretendia fazer um texto para cada jogo, mas não sei como fazer textos longos e interessantes para cada um aí decidi fazer tudo em um texto só.


Prince of Persia: The Sands of Time




O primeiro da Ubisoft e da trilogia, e acima de tudo considerado pela grande maioria como o melhor jogo não só da trilogia como de toda a franquia. Esse jogo é sem sombra de dúvidas o mais amado e querido, e eu pergunto: ele realmente é tudo isso? Ele merece todo esse amor?

Eu já adianto dizendo que sim, esse jogo merece tudo que recebe!

Vou iniciar falando da história.

O nosso protagonista, chamado apenas de Prince, está narrando os eventos para alguém, já adianto que eu AMO esse formato de narração dele pois é onde muito de sua personalidade se faz presente, que começa narrando sobre os exércitos de seu pai Shahraman, o rei da Pérsia, invadindo uma cidade indiana no caminho para visitar o Sultão de Azad. Durante essa invasão um homem chamado Vizier, que é uma espécie de conselheiro/ministro do Marajá(Marajá=título aristocrático indiano equivalente a um príncipe) trai o seu líder para ajudar o rei persa na invasão em troca de colocar as suas mãos em um artefato conhecido como “Areias do tempo”. No meio deste ataque o Prince acaba encontrando uma estranha adaga que tem o poder de reverter o tempo, claro ele não tem noção disso, e seu pai lhe permite manter o artefato consigo.

Após a invasão o Shahraman prossegue a viagem e chega ao palácio do Sultão, onde lhe oferece as Areias do Tempo como presente de amizade entre os dois reinos. Durante a comemoração, o Vizier pede para Prince usar a adaga que ele achou nas Areias e ele o faz. Antes de algo acontecer a filha do Marajá chamada Farah, que foi levada como refém pelo Shahraman, protesta e tenta evitar o Prince de colocar a adaga nas areias, mas era tarde demais e as areias do tempo foram libertadas e se espalham por todo o local transformando todos em monstros, com exceção do Vizier, que usa um cajado mágico, o Prince, que está com a adaga, e Farah que foi protegida pelo medalhão que recebeu de seu pai.

O jogo se baseia no Prince enfrentando esses monstros e explorando o palácio em busca de um meio de deter o Vizier, durante esse processo ele se encontra com Farah que apesar de ser hostil com o protagonista de início, se torna sua amiga e companheira.

A história do jogo não é exatamente a melhor já feita mas serve seu propósito, o ponto forte dela é justamente a personalidade do protagonista e sua relação com Farah. O prince é muito carismático, faz piadinhas e comentários constantes e suas conversas com a Farah, que fazem a aventura ser divertida. Como comentei antes, a narração do prince é uma das melhores coisas que o jogo proporciona, ele faz comentários muito bons e até narra como se sentiu em dado momento. Esse formato de narração faz a história soar como uma lenda ou um conto épico do próprio prince que casa perfeitamente com o tom persa da história. Algo que eu quero elogiar muito é o final do jogo, aquilo sim é coragem! Nunca vi um final tão corajoso para um jogo de aventura, sério o negócio é magnífico e só me fez amar ainda mais o jogo.

Deixando a parte da história de lado, vamos ao ponto forte do jogo, e de toda a franquia, a gameplay. Quando joguei o Sands of Time na casa do meu primo quando criança e eu vi o prince correndo pela parede eu admito que minha boca abriu e não conseguia se fechar.



É um jogo de aventura, e consiste em você progredir, pular plataformas e enfrentar inimigos de vez em quando. Mas o que torna isso tudo tão interessante são os movimentos do prince, em resumo, o parkour. O prince pode escalar paredes, correr por elas, dar mortal, fazer uns malabarismos, fazer wall jump meu Deus do céu é muito bom! Meu único criticismo com o parkour é com o wall jump, eu admito que ele é um pouco complicado de executar e você se pega morrendo de vez em quando pois executou o pulo muito cedo ou um pouco tarde, felizmente o jogo seguinte deu uma arrumadinha no wall jump(Já adiantando mas acho assustador como vejo poucos elogiando isso na sequência)

Você pode estar lendo isso e pensar: mimi mas Assassins Creed…Amigão, sem Prince of Persia nunca teríamos Assassins Creed! Toda a gameplay de parkour de AC nasceu com esse jogo, e para a época era algo novo. Os cenários do jogo se baseiam em ter que subir até local X, ou descer para Y, pular pedras em ruínas e por aí vaí. Mas o que torna tudo ainda melhor, é a adaga do Prince, pois ela pode reverter o tempo. Caiu? Usa a adaga e volte momentos antes de você cair! Claro que não pode usar a adaga para sempre, ela é limitada e precisa de areias para funcionar, essas que você consegue ao longo do cenário ou matando inimigos, mas já chego nesse último.Além de retroceder o tempo ela faz outras coisas, como slow motion(que eu não usei muito pois nunca vi a necessidade) e pode ser usada como arma de último recurso em combate. 

Ao longo do jogo achamos pedaços de areia que fazem upgrades na adaga, aumentam o slot de areias e por ai vai, eles não são difíceis de achar requerendo uma leve exploração no cenário. Além disso existem também águas da vida, que fazem um upgrade na sua barra de vida, algo extremamente útil considerando o quão difícil é não tomar dano no jogo. Assim como as areias não é difícil de achar esses locais, na verdade é tão fácil que sinto que os desenvolvedores fizeram de propósito pois devem ter notado como o jogador tomaria várias surras no decorrer do jogo.

“O jogo parece ser bem repetitivo” admito que eu pensei assim quando ia progredindo de início, mas acreditem esse jogo é tudo menos entediante. Cada cenário é um desafio novo, é tudo bem pensado e planejado e é sempre algo desafiador sem ser muito fácil ou muito difícil. Nos deparamos muito com armadilhas durante a gameplay que dão um desafio a mais em vários momentos e confesso que o jogo seria fácil demais sem elas. Eu nunca imaginei que fosse me divertir tanto escalando pedras e pulando plataformas! Mas o que eu imaginei que fosse me divertir me causou estresse e raiva profunda.

O combate.
O jogo tem combate, e ele é bem feito, o prince ataca, defende, desvia, pula por trás dos inimigos e atacar e por aí vaí. De início eu amei o combate…claro até ele começar a ser filho da puta e babaca!

Primeiramente, o prince luta com uma espada, outras mais fortes são achadas ao longo do jogo, mas os inimigos só podem ser mortos pela adaga. Então o seu gameplay se resume em você derrubar os inimigos com a espada e finalizar com a adaga ou usar ela em momentos onde estejam vulneráveis. A adaga tem outras habilidades úteis em combate, como deixar os inimigos lentos e mais vulneráveis a serem mortos pela espada, mas num geral você fica mais derrubando eles e finalizando com a adaga. Isso é…chato. Muito chato. Não ajuda muito o jogo não ter muita variedade de inimigos e serem repetitivos e chatos. Os inimigos não são ruins mas você uma hora se cansa de ver os mesmos inimigos.



O pior nem é isso, mas é o próprio combate em si. Por que? Praticamente 98% do combate é você cercado por todos os inimigos e sempre que você tenta fazer algo, como atacar alguém ou tentar fugir, algum inimigo te ataca e acaba virando um momento de você tomando uma surra e rezando para ela terminar logo. E sempre que você mata um inimigo automaticamente surge outro e fica nesse ciclo por vários minutos, o jogo joga vários inimigos pra cima de você sem parar e te cansa mentalmente. O fato do combate não ter muita variedade não ajuda muito também. O combate do jogo não é ruim, ele é maravilhoso mas é muito cansativo e sempre que eu via inimigos eu torcia para acabar logo com aquilo e prosseguir para algum momento de parkour. O jogo tem duas boss fights, a primeira me dá ódio só de lembrar que existe pois é extremamente difícil e foi quando notei os problemas do combate pela primeira vez. Já a segunda, a última, é mais fácil e é meramente um puzzle.

Sinceramente? O combate do jogo é mais um puzzle do que qualquer outra coisa, se baseia em você descobrir a hora certa de atacar e de finalizar seus inimigos. A idéia é incrível eu admito, mas sinto que o fato dos inimigos te cercarem sempre e qualquer ação sua, mesmo fugir, pode ser vítima de um ataque que você não consegue prever o torna frustrante. E bom é isso, você ataca, pula em cima dos inimigos, usar a adaga, e não saí disso.

Graças ao bom Deus, o jogo seguinte melhorou tanto o combate…mesmo ainda tendo o problema de pouca variedade de inimigos, isso não me incomodou nem um pouco!

Cenário
O ambiente do jogo é o que você espera, um cenário do oriente médio no período medieval, com um pouco de ficção, que é extremamente lindo. Os cenários desse jogo são lindos e me peguei diversas vezes parado admirando ao meu redor, a beleza desse jogo não tem como pôr em palavras, é algo atraente demais.



A trilha sonora.
Uma das melhores coisas deste jogo! Já devem imaginar, é um estilo persa e indiano e às vezes possui umas leves batidas de rock criando uma trilha sonora PERFEITA. Sério eu sou completamente apaixonado pela música do menu, vou listar algumas que eu amei.
https://youtu.be/jYPh-T8S35g?list=PL6649E8FCE8340113
https://youtu.be/ROWMuYjjiNQ?list=PL6649E8FCE8340113
https://youtu.be/I7Sahv-PhG4?list=PL6649E8FCE8340113

Conclusão: Sands of Time é um dos jogos mais divertidos que tive o prazer de jogar, eu não esperava que fosse amar tanto esse jogo ao ponto de ficar vendo e revendo sem parar partes de gameplay e às vezes abrindo o próprio e dando load em alguns momentos só para ter o prazer de andar por aí e fazer parkour. Eu nunca fui fã de jogos de plataforma, mas esse me surpreendeu e me conquistou pesado.

No entanto, confesso que eu joguei ele com outro jogo em mente. Sim Sands of Time é muito bom, mas meu interesse maior sempre foi pelo seu sucessor…um jogo polêmico para se dizer o mínimo e um grande divisor de águas… e acima de tudo, o principal motivo para eu ter dado uma chance para a trilogia…


Prince of Persia: Warrior Within


Com o sucesso monstruoso de Sands of Time, É CLARO que uma sequência viria. E veio um ano depois, na forma de Warrior Within!

Desenvolvimento
Quando o jogo estava sendo pensado ainda, o diretor criativo Patrice Désilets, veio com uma ideia interessante. Um jogo onde jogaríamos com um guarda-costas de um príncipe persa, esse protagonista teria movimentos de um assassino e a principal inspiração viria da ordem de assassinos do oriente médio. A Ubisoft rejeitou a ideia pois não tinha o prince como personagem principal, mas guardaram a ideia na geladeira e anos mais tarde teríamos a franquia Assassins Creed.

E essa foi A CURIOSIDADE DO DIA

Eu acho que Patrice sempre soube que a ideia nunca ia para frente, mas deu mesmo assim na esperança de dar em algo novo, essa tática parece ser comum na indústria de jogos já que Devil May Cry nasceu de um jeito parecido. Bom, com isso deixado de lado, acho bom eu comentar que Jordan Mechner(o criador de Prince of Persia, e estou meio mal de não ter falado dele antes já que ele foi extremamente importante no desenvolvimento do próprio Sands of Time) não estava envolvido na produção desse jogo, na época estava ocupado com os primeiros passos do nascimento da adaptação em filme do Sands of Time. Eu vou citar Mechner mais tarde pois ele tem coisas NEM UM POUCO AGRADÁVEIS a se falar de Warrior Within.

O time responsável por Warrior Within quis…experimentar. Sands of Time foi um baita sucesso, mas era possível replicar a mesma fórmula? Ou quem sabe, melhorar? Por conta disso, ao invés de fazerem um jogo EXATAMENTE IGUAL, pensaram em criar algo novo.

O foco do desenvolvimento foi melhorar o combate, pois naquela altura já devia ser consenso que o combate de Sands podia ser muito melhor. E também pois jogos violentos com muita ação eram moda, Devil May Cry por exemplo já fazia um sucesso monstruoso. Mas também, queriam mudar o estilo da franquia, fazer algo mais…sombrio e obscuro…um jogo mais maduro por assim dizer.

Chega de bla bla bla, vamos falar logo de Warrior Within.

A história
A parte mais fácil do meu trabalho. Warrior Within se passa sete anos depois de Sands of Time, e durante esse tempo o prince é perseguido por uma entidade demoníaca chamada Dahaka(se algum de vocês tiver interesse, é uma figura real da mitologia persa). Essa perseguição constante mexeu com a cabeça do protagonista, o tornando em uma pessoa mais assustada e violenta(informação importante que é sempre deixada de lado). O protagonista então consulta um sábio, e este o conta que Dahaka tem como objetivo perseguir e destruir anomalias do tempo, e como já devem saber o prince mexeu com o tempo no jogo passado. Acontece que é o destino daqueles que entram em contato com as Areias do Tempo morrerem, e o prince ABRIU AS AREIAS DO TEMPO, mas sobreviveu por ser muito esperto. Ou seja, é o destino do prince morrer e ele não pode fazer nada para evitar isso, e teria acabado por aí se o sábio não tivesse falado da criadora das Areias, a Imperatriz do Tempo, uma espécie de entidade não humana que habita um lugar conhecido como Ilha do Tempo onde é possível viajar através das eras. O prince então decide ir até essa ilha e impedir a Imperatriz de criar as areias.

No caminho para a ilha, o protagonista é atacado por um navio comandado por uma mulher que deseja matá-lo e possui soldados ao seu comando. É nesse momento que somos introduzidos a gameplay do jogo.

Mudanças.
A principal mudança, que já foi citada, foi na questão do estilo artístico, é um jogo mais..”edgy” por assim dizer. É um jogo sombrio, em tudo. Os cenários, antes coloridos e com temática do oriente médio, deram lugar a ruínas sombrias, muito lindas por sinal, e um tom preto e cinzento muito forte. A trilha sonora é heavy metal dos bons, de início pode parecer estranho se comparado com o jogo anterior, mas ai você escuta melhor e percebe como as músicas do jogo são boas. Elas também mantém um estilo persa misturado com as batidas violentas, o que acaba criando uma mistura interessante e muito boa. Eu amo a trilha sonora de Warrior Within e virou uma das minhas favoritas de todos os tempos, sério escutem isso.
https://www.youtube.com/watch?v=srs0AY7r-jU&list=PL39A80E0ABBF9D3B8&index=4

E claro algumas músicas como essa:
https://www.youtube.com/watch?v=kIBB7DXvQdo&list=PL39A80E0ABBF9D3B8&index=1

A personalidade do prince ta diferente, assim como o dublador, ele está mais violento e menos funny guy. Durante o combate ele grita constantemente, além de soltar comentários sarcásticos como “esse é o seu melhor?”, algo que eu gostei bastante e para falar a verdade prefiro mil vezes esse prince. Claro que nem todo mundo gostou disso, mas acho que essas pessoas não levam em conta como sete anos de fuga de um demônio podem mudar alguém.

Gameplay.
O parkour se manteve, com algumas melhorias(o wall jump como falado antes) e adições, existem cordas e panos que podemos usar e tornam o parkour mais divertido. Em questão de puzzles esse é o mais fraco, mas sinceramente não me incomodei nem um pouco!
O que chama a atenção é o combate, e cara…

O prince agora pode lutar com uma ou duas espadas, que você pega dos inimigos podendo até roubar deles DURANTE O COMBATE, e em ambos os casos muda o moveset dele. Com uma espada você pode por exemplo pegar os inimigos e jogar pra longe, com duas espadas você faz REDEMOINHOS e ataques mais rápidos. Felizmente não é mais obrigatório ter que executar os inimigos com a adaga para matá-los de vez, já que : 1-Não tem mais a adaga 2-Você pode só cortar eles! Ainda é possível executar eles no chão quando estão caídos, mas não é mais obrigatório fazer isso sempre. Além dessas ações básicas, podemos também atacar durante o parkour, pular em paredes para executar ataques e etc. Com o tempo adquirimos poderes que acrescentam pro combate, como EXPLOSÃO DE AREIA ou um onde o prince fica muito rápido e dá ataques sem fim nos inimigos, e o mais legal: defender e contra-atacar.

Como podem ver o combate sofreu uma evolução monstruosa, e uma muito bem vinda! O melhor aspecto do jogo foi justo o combate, é MUITO DIVERTIDO ao ponto de ser prazeroso, temos toda uma variedade de combos e possibilidades que é incrível. Sério em momento algum achei o combate tedioso, sempre me divertia e todo confronto era algo novo. O combate é tão divertido que você ignora o problema do jogo anterior que esse herdou, a falta de variedade de inimigos, mas cara você nunca se sente incomodado com isso por motivos de: os inimigos tem um design foda, eu digo foda mesmo sem medo algum e o que ja foi citado anteriormente de cada confronto ser algo único mesmo com os mesmos inimigos. Já aproveitando, mas esse jogo tem os melhores design de inimigos para mim, não são mais MONSTROS ENORMES como no jogo passado, ainda são monstros mas possuem traços mais humanos. Tem um que eu amo em particular que é o Crow Master, ele é meu favorito e mesmo os confrontos futuros com ele serem fáceis ainda amava ver ele.



Minha única crítica ao combate é, como no jogo anterior com o tempo achamos espadas mais fortes, acontece que essas espadas mais fortes tornam os confrontos mais fáceis, o jogo consegue lidar com esse problema ao fazer alguns inimigos mais desafiadores surgirem(mete desafiador nisso), mas ainda assim a espada final “Water Sword” (se você já jogou e não conhece essa espada eu não estou surpreso, já entro nisso), facilita demais o jogo.

Como podem ver podemos usar o cenário para ter acesso a novos tipos de ataque


Um detalhe legal, na verdade perturbador, mas somado aos gritos do prince no combate, os inimigos também falam coisas. Queria dar destaque a quando morrem porém, além de claro sair muito sangue deles, eles dizem coisas como “Me vinguem irmãos” ou “Eu falhei…” e posso jurar que já ouvi algo como “Não quero morrer”. E isso é….estranho? O jogo é edgy de fato, mas isso me deixava estranho, sei que são monstros que querem me matar mas essas falas de morte…não que eu me arrependo de ter matado eles, mas acho que deixou o jogo ainda mais sombrio.

Os bosses desse jogo são menos puzzle igual no anterior, já comentando que boss fight nunca foi o ponto forte da franquia, mas esse foi o que lidou melhor com isso. São poucas boss fight no jogo e eles são um pouco frustrantes, como ataques que quebram sua defesa, em particular alguns tem golpes que te jogam pra longe correndo risco de cair pra fora da arena e morrer e se não caí tu perde metade da vida. Porém, não achei as boss fight tão ruins ou problemáticas como já vi muitos dizerem por aí, podiam ser melhores claro. O jogo também tem momentos onde devemos fugir do Dahaka...que cara me dava um baita medo essas partes, eu real peguei uma fobia do Dahaka, e isso é MARAVILHOSO pois te faz imergir melhor com o jogo e com o psicológico do Prince.

Como falei, o jogo é mais sombrio, sangue faz muita presença no jogo somado com escuridão, as artes do jogo são todas sombrias e edgy…e…é um jogo edgy! Mas ele é um edgy legal, como aquele filme O Corvo! Ok é isso, prosseguindo.

Certo… e agora? Já falei do parkour, do combate…ah ok vamo pros defeitos do jogo.

O jogo tem bugs que podem te dar problemas, mas assim, eu particularmente não tive problemas com bugs e quando aconteceu algum foi bem engraçado. Mas dificilmente tive um que atrapalhou meu gameplay, no entanto já vi em muito lugar gente que sofreu com bugs muito problemáticos

Ok, lembram do lance da Water Sword? O jogo tem dois finais, um canon e não canon e é ai que a Water Sword entra. Para conseguir ela você precisa ter todos os upgrades de vida(são nove no total), que estão bem escondidos pelo jogo, eu ouso dizer que muito melhor escondidos que no jogo anterior. Acontece que para conseguir a Water Sword, e junto com ela o true ending, precisa coletar todas as nove. Agora imagine eu, na metade do jogo sabendo disso. Fiquei doido, maluco, homicida, psicótico. E ainda mais doido pelo fato do jogo NÃO TE CONTAR ISSO, mas felizmente, ai que entra uma outra mudança do jogo.

Diferente do antecessor, o cenário deste é “semi-aberto” você pode ir e vir livremente, e sinceramente é muito comum ter backtracking, normalmente não curto isso mas aqui não me incomodei. Perdeu uma water upgrade? É só você voltar lol o jogo permite isso! Eu gostei disso, e resolveu meu problema com os upgrades de vida. E agora enquanto esqueço isso, noto que esqueci de citar uma das coisas que mais gostei desse jogo.Lembram que eu falei sobre viagem no tempo dentro da ilha? Bom você explora duas ilhas! A ilha do presente, em ruínas e toda escura, e a ilha do passado que é linda e encantadora, e o progresso dentro do jogo tem ligação com isso, existem locais impossíveis de entrar na ilha do passado, você viaja pelo presente e entra no local e só volta no tempo, e vice-versa. Eu amei essa coisa da viagem do tempo(sou putinha por viagem no tempo em geral) e a exploração do cenário, acho que foi a terceira coisa que mais amei depois do combate e trilha sonora!
Cenário do jogo


Mas ok o maior defeito pra mim mesmo foi a coisa dos dois endings, e existe alguns plot-hole na história, mas esperar história bem feita de algum prince of persia é sacanagem. Apesar que existem pessoas que se dedicam em explicar esses plot-holes e até em analisar os temas dos jogos, e sinceramente eu amo as análises de Warrior Within pois mesmo com o plot não sendo grande coisa, ele tem elementos interessantes..

A polêmica.
Esse jogo sofreu. Só digo isso, falo!

Ok falando sério, nem preciso comentar que a mudança de estilo não agradou muita gente, em especial fãs de Sands of Time que pegaram pesado com o jogo e com a Ubisoft. Mas o comentário que mais pesou, foi do próprio criador da franquia, Jordan Mechner.
Ele detestou o jogo e fazia comentários destruindo ele por completo, ao ponto destes comentários influenciarem na crítica, e o jogo virando nada mais que uma sombra do sucesso de Sands of Time.

Com tudo isso, já é de se esperar que o terceiro jogo tenha tido bastante influência das críticas e comentários contra Warrior Within, e acreditem…teve.

Antes de eu prosseguir, Warrior Within teve port de psp chamado Revelations, com cenários novos! Mas não joguei e não pretendo, se tiverem curiosidade joguem ok próximo!

Prince of Persia: The Two Thrones


Two Thrones é um divisor de águas, existem aqueles que o consideram o melhor da trilogia, outros que consideram o segundo melhor, outros que consideram o mais fraco mas ainda assim bom, e aqueles que pensam como eu: uma decepção.

Prince of Persia: Kindred Blades
O primeiro projeto se chamava Kindred Blades, existem trailers até gameplay sobre. Eu poderia fazer um texto inteiro falando sobre Kindred Blades sinceramente, mas vou apenas dizer que esse projeto é, para mim, mil vezes melhor que o resultado final!

O Two Thrones em si.
O jogo se passa logo depois de Warrior Within, o prince junto a sua nova companheira, estão voltando para a capital do Império Persa, Babilônia. Mas ela está sendo atacada por um exército desconhecido, e o navio do prince é destruído e ele acorda na cidade. Então acaba sendo a missão dele descobrir quem é que está atacando a cidade, e também salvar sua companheira que foi sequestrada.

No Kindred Blades, o antagonista seria uma entidade da ilha do tempo que escapou e assumiu como um doppelganger do prince. Mas no projeto final…foi o Vizier, sim o mesmo do primeiro jogo. Ele o trouxeram de volta pois a proposta do jogo era ser um Sands of Time 2, apesar do jogo dar uma desculpa aceitável, eu não consigo engolir pois ainda não faz sentido. Dava para criar vilão novo…ERA NECESSÁRIO…mas ok isso é mais eu mesmo.

Algo que eu hypei desse jogo foi que, no começo do jogo o prince acaba recebendo parte dos poderes da areia do tempo e no processo despertar uma outra personalidade, o Dark Prince. Durante o jogo temos interações com ele e até mesmo nos transformamos nele! Mas isso acabou sendo bem decepcionante. A ideia de um Dark Prince existia já no Kindred Blades, e era basicamente o que se espera: poder se transformar nele quando quiser. E teria consequências, mas no projeto final a transformação virou scriptada, como assim? Você vira ele em momentos específicos do jogo e depois volta pro normal. E é isso.

Como Dark Prince você tem outros ataques, que lembram bastante God of War e inclusive a própria Ubisoft se pronunciou sobre isso reclamando que perderam jogadores para God of War. Mas sua vida vai diminuindo lentamente e você precisa de areias para recuperar. Ah claro, você também tem habilidades novas pro parkour com o Dark Prince como usar a corrente para se prender em lugares..sim bem god of war.

Depois volto para falar do Dark Prince, mas e o gameplay? O parkour é o mesmo do jogo anterior, com a adição de agora você poder prender a espada para se segurar em buracos, e você pode usar alçapões para pegar impulso…eu não gostei muito dessas adições, acho que apenas botaram elas para dizer “veja só coisas novas pro parkour!” mas ok, aceito elas. O combate é o mesmo do Warrior Within, mas tiraram você poder roubar a arma dos inimigos no combate, só quando morrem ou quando estão quase morrendo, tiraram o gore e…é fácil.

Esse jogo é tão fácil que eu sinceramente não me diverti nele, achei super tedioso, apenas senti prazer no stealth. Sim o jogo tem stealth, você pode matar os inimigos sem que eles te vejam, e cara é muito mais divertido e desafiador matar eles em stealth um a um do que entrar em combate. Eu ia de stealth pois me sentia enjoado com o combate. Os inimigos voltaram com a vibe do Sands, de serem grandes e monstruosos, mas não são uma ameaça já que o combate de Warrior Within os destrói com facilidade.

O jogo tem boss fights, e elas são chatas, fáceis e sem desafio nenhum, exceto pelos Twins que foram MUITO DIFÍCEIS e eu morri 5 vezes até descobrir o padrão para derrotar eles, e mais três até conseguir executar o padrão até vencer eles. Já sabia que os Twins seriam difíceis, e esperei que fossem divertidos, mas foi frustrante.

Tem também momentos onde controlamos carruagem e eu até que gostei desses momentos, pena que foram poucos. Os puzzles desse jogo são fáceis, mas são demorados, ou seja TÉDIO.

Lembram da Farah? Ela tá de volta, mas no gameplay não muda muito exceto momentos scriptados, ou seja ela não faz nada além de proporcionar momentos legais de interação com o prince. Mas ela só ta no jogo para dizer que é Sands of Time 2, apesar da volta dela já ser uma coisa do próprio Kindred Blades, mas aposto que até isso teria sido MUITO MELHOR no projeto original.

Outra coisa que, sinceramente achei até melhor em comparação aos antecessores, é com os upgrades de areia. Os de areia, eles estão em locais vigiados por inimigos, um desses inimigos é uma espécie de capitão que pode chamar reforço, aí sua prioridade vira eliminar ele antes de lidar com outros inimigos. Nessas horas que o stealth fica ainda mais divertido! O que achei melhor? É que agora você precisa merecer o upgrade! Isso se aplica ao de vida também, pois para ter eles deve passar por um desafio, mas o Warrior Within já tinha feito isso então não é nenhum mérito.

Voltando pro Dark Prince. Não é nenhuma surpresa, mas ele representa o prince do Warrior Within, e o jogo inteiro é uma crítica a personalidade dele. O Dark Prince é violento, arrogante, e não se importa com os outros e isso era uma…crítica à personalidade do protagonista do jogo anterior, e isso não faz sentido para mim?? Sim ele era mais violento, mas não era todo arrogante e se importava sim com outros além dele, a sua jornada era sim mais pessoal e egoísta mas qual o problema? Inclusive o final do jogo é o prince rejeitando por completo o Dark Prince e cara, é uma cena maravilhosa! No caso pro Dark Prince, toda a escrita boa do jogo tá no Dark Prince sinceramente, apesar da gameplay com ele ser decepcionante os comentários e interações ao longo do jogo são incríveis!


A trilha sonora voltou com o estilo persa, e fora o tema do menu(muito bom por sinal) o jogo não teve nenhuma trilha sonora marcante para mim se tornando o mais fraco no quesito da trilogia para mim.

O que mais tenho para falar? Acho que só isso.
Sinto muito se você gosta de Two Thrones, e é ok você gostar, entendo quem gosta. O jogo só não pegou comigo por vários motivos:ele quer ser um Sands of Time 2 e rejeitar o Warrior Within, o projeto original era mais interessante, e é claro que 12 meses de desenvolvimento são um inferno para qualquer desenvolvedor.

Aproveitando, esqueci de falar, esse jogo também é bugado igual o antecessor. A diferença é que aqui eu sofri mais com bug, teve cada bug bizarro que atrapalhou a minha gameplay cara…não é normal você pular da plataforma e bater no ar. Ou se ir se agarrar no negócio mas o prince atravessar a parede e desaparecer…acho que sofri muito mais com bug nesse jogo do que em qualquer outro jogo que já joguei, felizmente lá para a reta final eles desapareceram por completo para mim! O jogo também teve porte para PSP chamado de Rival Swords, mas também não joguei e não tenho planos e duvido muito que tenha trazido de volta aspectos de Kindred Blades.

Ok…Two Thrones deixado de lado.


O Filme
Essa parte vai ser ainda mais rápida, como falei de início meu primeiro contato com a franquia foi pelo filme, quando criança eu amei. Mas hoje em dia, após jogar os três jogos, com uma mente mais madura…o que eu penso do filme?

Amei o filme. Ele é muito divertido de ver e é legal,podia ser melhor e é notável que a disney queria que Prince of Persia fosse um novo piratas do caribe…e claro falharam com isso. Mas é um bom filme que recomendo para qualquer um que queira ver algo divertido!
Foi mais rápido do que eu tinha pensado… CONCLUSÃO Ufa, finalmente terminei esse texto! Sei que não é profissional, repeti palavras VÁRIAS E VÁRIAS VEZES mas to pouco me fodendo! E como podem ver os requicios de profissionalismo morreram com Two Thrones pois esse jogo....sinto muito mas eu não gostei NEM UM POUCO DELE mas entendo quem gosta. Eu amei Warrior Within, mais do que podia imaginar e virou meu favorito da trilogia e entrou no top de favoritos sinceramente, claro que não é um jogo perfeito mas eu amei ele...ah eu esqueci de falar das mulheres sensuais com pouca roupa, só digo o seguinte: Gostosas. Ok caras, esse texto é mais como pensei de cada jogo, tudo meramente subjetivo e minha opinião pessoal. Estou jogando o Prince of Persia 2008 agora e...estou amando ele! Capaz de virar meu segundo favorito. Anyway beijos e falou!


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 `` Nosferatu. Does this word not sound like the midnight call of the Bird of Death? Do not utter it, or the images of life will fade - into pale shadows and ghostly dreams will rise from your heart and feed your Blood.´´ Não é surpresa que, eu amo vampiros. Talvez dois textos(Blood Omen e Carmilla) possam não ter sido suficientes para falar que é meu tema favorito para qualquer coisa, então aqui vai um terceiro falando de um dos filmes mais famosos da mitologia moderna de vampiros. Mas não só dele, como também de outras versões que foram feitas ao longo das décadas. Esse texto irá falar de três adaptações especificamente, a primeira de 1922, a de 1979 e 2024. Existem outras, mas não são muito famosas ou chamativas, e não consegui achar elas para assistir e honestamente o pouco que li sobre não me interessou. Se eu eventualmente assistir mais alguma outra, irei fazer um mini-texto falando meus comentários sobre.  Com isso deixado de lado, vamos ao texto ruim Antes de tudo, que...

O esquecido(mas incrível) White Day: A Labyrinth Named School(2001)

  Olá pessoas, originalmente esse texto seria postado para o Mês de Halloween, mas por motivos eu resolvi deixar para o futuro. E o futuro é agora. Eu conheço White Day há tempos, na verdade acho que já tem uns dez anos e foi na época que eu estava no meu ápice como fã de terror e derivados, passava o dia todo lendo creepypastas, vendo filmes de terror e vídeos no youtube como os do Ambuplay. Um streamer famoso atualmente, que na época era Youtuber(lendário Alanzoka) fez série do jogo na época, e ao descobrir que era freeware eu fui atrás. Não tenho lá muitas lembranças das minhas primeiras jogatinas, na verdade eu mal lembro como foram além que eu sei que peguei o pior final possível no jogo. Ao longo dos anos re-joguei de vez em quando, porém esses tempos acabei ficando com uma forte vontade de jogar novamente e dessa vez tive um hiperfoco tão grande ao ponto de pegar todos os finais do jogo. Um dia só lembrei do jogo e deu vontade, pesquisando eu encontro um patch chamado REPACK...

Book of Circus - A Tragédia do Circo

  " A person has but one soul. I taught you to treat it well, but because you possess such great power, you continue to forget more and more the weight of the irretrievable. You only come to realise it when you can no longer support yourself... I mean, really, how many times have I warned the lot of you? " Senhoras e senhores! Meninos e meninas! Sejam todos muito bem-vindos á mais uma postagem deste blog irrelevante. Antes de mais nada vamos falar sobre algo que têm me incomodado muito, mas aparentemente o nosso design parece ter ficado muito feio do dia para a noite, não sei bem o que aconteceu e por mais que tenha tentado ajeitar ou restaurar o original o problema parece persistir. Caso algum leitor souber mexer com design de blogger, peço que entre em contato comigo! E agora vamos falar do texto mesmo, eu sou uma fã de Kuroshitsuji já tem mais de dez anos. Conheci o anime por meio de uma edição que fizeram da música "Alice Human Sacrifice" com o anime, na época e...