O tempo, no seu fluxo irresistível e incessante, arrasta consigo todas as coisas criadas e afoga-as nos abismos da obscuridade, onde não existem feitos dignos de menção, nem onde há grandes e dignos de memória, fazendo surgir o que está oculto, como diz a tragédia e escondendo o que é evidente.
— A Alexíada
“Dreams are as simple or as complicated as the dreamer. —LIET-KYNES,”
Eu tenho uma relação um tanto "curiosa" com esse filme, o que é também uma forma de dizer que minha visão sobre ele mudou muito ao longo dos anos. Conheci Duna ao todo, com esse filme, e eu só fui assistir pois era do David Lynch, o motivo era eu estar em uma maratona de filmes dele após ver Twin Peaks, e estou com planos de fazer isso novamente. Antes mesmo de assistir já tive uma ideia de como seria, sendo um filme do Lynch imaginei que seria algo tipo 2001 ou Solaris do Tarkovsky, e pesquisando descubro que o Lynch tinha uma visão semelhante com a obra. Mas quando vi, de início a versão de cinema, eu fiquei desapontado, hoje em dia não sei explicar o que me desagradou com o filme, mas eu fiquei tão desapontado que quando descobri que um colega de classe tinha o livro eu o pedi emprestado. Após a leitura me apaixonei por Duna, pelo seu universo, pelos temas e toda a trama, eu até baixei os jogos e tenho Dune 2000 dentre meus favoritos, mas era impossível não ler o livro e ter a imagem do filme na cabeça.
Logo após finalizar a leitura, eu baixei a versão estendida, acredito que de uma hora a mais e eu tive opiniões bem mistas, especialmente por eu ter acabado de ler o material original, mas eu amei os visuais e amei as "esquistices" que definitivamente foram obra do Lynch.
E o tempo passou, e tivemos uma nova adaptação por Dennis Villeneuve, a qual fiquei excitado para assistir. Recentemente tivemos a segunda parte, que é uma obra de arte não irei mentir, mas a primeira foi uma completa decepção, sendo um filme extremamente chato com uma forma de exposição que não agradou, me parecia que o filme queria mostrar constantemente como era algo "diferente" e também a forma como o universo é apresentado achei no mínimo ridículo, além de diversas cenas que desagradaram a forma como foram conduzidas. Isso me deixou com expectativas baixas para a parte 2, e estou muito feliz que a segunda parte acabou sendo a melhor adaptação já feita de Duna, não sendo fiel, nem melhor ao original, mas querendo criar algo único mantendo a essência original, e finalmente foi claro para o espectador que não há heróis ali.
Com a adaptação de Villeneuve deixada de lado, voltemos a como assistir a primeira parte dele impactou minha visão de Duna do Lynch. Para começar eu voltei para ela, mas dessa vez eu fiquei sabendo que existiu uma versão edita por fãs, conhecida como Dune the Alternative Edition by spacediver, que não só buscou acrescentar conteúdo cortado como melhorar a edição e acrescentou informações do universo. Infelizmente ainda longe da visão original do Lynch, que nem teve o direito de fazer sua própria versão do diretor, essa versão é a mais próxima do que David Lynch queria com a saga.
A ost acima é o tema principal do filme, toda a trilha sonora foi feita pela banda TOTO e até mesmo aqueles que se sentiram desagrados com a adaptação se apaixonaram pelo trabalho de TOTO que conseguiu captar não só a essência de Duna como da visão que Lynch tinha com o filme. Ouvir esse tema pela primeira vez porém me impactou, apesar de eu não ter tido uma experiência positiva com o filme em minha primeira, ó céus que termo utilizar? ASSISTIDA, enfim, eu consegui me conectar com aquele universo e me peguei ouvindo esse tema mesmo enquanto lia o livro, na verdade eu li Duna com a ost do filme tocando, mas as vezes eu deixava esta em especifico no loop. Mas é claro, uma outra música que eu amei foi justamente o tema do vilão do filme, Barão Vladimir Harkonnen:
Ah sim, a música que toca na cena que o vilão visita o dermatologista do mal, enquanto conversa com seus sobrinhos do mal...
Bom, indo ao filme e das coisas que eu gostei dele, apesar que falei da OST que é algo que eu gosto logo falarei de mais coisas que eu gosto, eu poderia deletar este paragrafo mas irei manter por motivos de eu quis eu posso e eu fiz.
Somos apresentados ao filme com uma cena, onde uma das personagens do filme, a princesa Irulan, filha do Imperador Padishah Shaddam Corino IV, monarca do Império Universal Conhecido, inicia contando ao telespectador o que ele precisa saber para conhecer o universo. Irulan é uma personagem cuja presença nos livros é curiosa, ela não aparece diretamente exceto no final, e sua participação é por meio de parágrafos introdutórios em cada capítulo, como se toda essa história tivesse sido compilado por ela que também comentava por cima. A ideia não difere muito dos textos introdutórios de Star Wars, algo que virou marca registrada da franquia, mas tem algo único acontecendo aqui. A forma como ela olha para a câmera, quebrando a quarta parede e eventualmente desaparecendo para voltar e explicar mais. Eu particularmente gosto disso, pois não só casa com o papel da personagem do livro, mas também lhe dá uma aura até mística e misteriosa, fazendo parecer novamente que ela tem algum envolvimento em como a história é contada.
Então somos apresentados a uma das cenas mais interessantes e originais dessa adaptação, o encontro do Imperador com representantes da Guilda Espacial, para os leigos em Duna toda a viagem espacial é monopolizada por essa Guilda e ninguém, nem o suposto Imperador do Universo, viajam ou têm produtos de outro lugar sem a Guilda, tornando eles os verdadeiros mestres desse universo. Na cena um navegador da Guilda, um homem tão monstruoso e alienígena que é difícil de crer que um dia já fora humano, se demonstra hostil ao imperador pois a exportação da Especiaria está ameaçada. E mais uma vez para os desavisados, especiaria é um produto no universo muito valioso, ela pode estender a vida, é combustível para viagens espaciais, expande a mente humana podendo dar poderes ou ter o raciocínio de um robô podendo realizar equações complexas de uma vez, e dá um sabor a mais para comidas. Somente um planeta produz ela, Arrakis, ou Duna, o principal planeta de toda a franquia, sendo um local totalmente desértico e lar de vermes gigantes que são hostis a vida humana, mas eles não são os únicos a viver ali. Além deles vivem os Fremen, uma etnia de pessoas que são os verdadeiros donos de Arrakis mas têm seu planeta roubado pelo Império para este poder produzir Especiaria. No caso os responsáveis por manter a produção são a casa Harkonnen, uma família aristocrática vinda de Giedi Prime, um planeta horrível de se viver. Os Harkonnen oprimem os Fremen e lucram com o comércio da Especiaria, mas o Imperador ordenou que estes abandonassem o planeta para que os antigos inimigos dos Harkonnen, casa Atreides de Caladan, assumam a produção.
De inicio, estamos confusos no por que isso acontece, mas a explicação é dada logo nessa cena, o Imperador quer que os Atreides fiquem vulneráveis durante essa mudança para que os Harkonnen possam destruí-los. E por que o imperador deseja o fim dos Atreides? A explicação dessa versão, que difere da do livro, tem haver com uma das coisas mais odiadas que essa adaptação criou, uma arma que utiliza o som. Se eu tenho algo a criticar de Duna do Lynch, é essa maldita arma, que é claramente um filler, mas nem isso mas algo que nem ao menos combina com o universo e é ridiculo, e a prova disso é como os personagens esquecem dela e só lembram de sua existência em momentos que ela precisa ser lembrada. O filme podia muito bem existir sem esse detalhe, mas infelizmente está lá, e eu digo para os interessados em assistir: eu odeio essas armas sonoras. Se você gosta não irei julgar, cada um tem sua opinião e sua visão da arte, isto é apenas o ponto de uma pessoa que é apaixonada pelo filme que reconhece seus defeitos mas ainda assim o ama, mas este detalhe é algo que eu não consigo perdoar.
No livro a explicação tem mais sentido, os Atreides são de fato uma ameaça ao Imperador, mas não devido á uma nova SUPER ARMA, mas sim por motivos políticos, a popularidade do duque Leto Atreides entre as outras casas nobres, militares, os soldados da casa Atreides estão dentre os melhores do Império podendo rivalizar com a elite do Imperador os Sardaukar, e o religioso, e agora entramos na parte interessante. Em duna temos a ordem das Bene Gesserit, uma ordem de mulheres com poderes que variam desde ler mentes á serem capazes de controlar pessoas utilizando a voz. Essa ordem está há milênios manipulando a política de Duna, com casamentos, conselhos políticos e espionagem, e o mais importante para toda a saga : a criação de uma profecia religiosa. Elas fazem tudo isso com o objetivo de criar o Kwisatz Haderach, um super ser que elas planejam usar a seu favor na dominação galática. Uma de suas integrantes, Jéssica, teve a missão de ser concubina do duque Letor Atreides e lhe gerar uma filha para poder encerrar o longo conflito com os Harkonnen por meio de um casamento. Mas ela desobedece a ordem e gera um filho para o duque, o protagonista Paul Atreides, portanto ameaçando todo o longo plano delas.
Eu acho que eu não devia ter adentrado na lore de Duna, ainda mais considerando o quão vasto é, e eu julgo melhor eu parar por aqui, e aqueles que quiserem saber mais eu peço que vejam o filme do Lynch, em especial a versão de fã que citei, sério ela faz um bom trabalho em introduzir, mas no final eu indico a leitura dos livros mesmo também! Mas pode ir na do Lynch, vamos, vá, eu duvido verem agora mesmo. Assistam. Assistam ao filme. Eu estou divulgando ele de graça que mal faz??
Uma coisa que eu adoro em Duna, é que podemos ler os pensamentos dos personagens, e isso é algo que a adaptação de Lynch mantém, não temos isto na do Villeneuve infelizmente, um dos motivos de eu gostar é porque me lembra um anime. Sério é muito legal ouvir o que um personagem pensa no filme, não ironicamente é algo que eu colocaria em um livro ou filme. E o ponto forte disso envolve o protagonista, acompanhamos sua evolução por meio destes pensamentos.
E agora, Lynch é famoso por suas cenas oníricas e subjetivas presentes em seus filmes, ou por eles serem inteiramente neste formato. E em Duna temos momentos assim, e para mim estão entre os pontos fortes desta adaptação, os sonhos do Paul e seu tom onírica, uma apresentação de imagens que não tem ligação uma com a outra, mostrando cenas do futuro e do presente. Parece que originalmente veríamos mais cenas assim, mas a produção cortou muito conteúdo do filme para o cinema, e muito deste foi perdido.
Mas meu aspecto favorito, que originalmente eu não tinha gostado mas eu era uma pessoa de gosto ruim na época! A estética. Eu não vou mentir, eu sou apaixonada em como Lynch retratou Giedi Prime, o planeta dos Harkonnen, com toda a estética industrial e escura, sem contar com muitos aspectos que tornam todo esse universo muito "alien" e eu acho que essa palavra descreve bem o universo do filme, é tudo tão alien e desconhecido, muito não tem explicação e o filme não se propõe a explicar tornando ainda mais..."atraente".
A cena que introduz os Harkonnen é uma das minhas favoritas, o barão Vladimir sendo tratado por um médico que parece ter saído de um hospital nazista, com ajudantes deformados: um deles tem pedaços de metal nos olhos, e o outro tem as orelhas fechadas e uma aparência sinistra, dando ainda mais uma imagem alien. E logo em seguida temos o mentat do barão, Piter, um personagem caótico que sempre mexe as mãos de um jeito esquisito quando fala, e também os sobrinhos do barão, Rabban e Feyd Rautha(interpretado pelo Sting). Essa cena mostra os Harkonnen como pessoas caóticas e chamativas, eu vi muita gente criticar como eles são retratados no filme pois parecem vilões genéricos mas eu discordo muito, tudo que acontece aqui me atraiu e me conquistou, sim pode parecer simples ou cena de vilão genérico mas tem muita alma aqui.
Eu também queria dar meus parabens ao ator que interpreta o barão Vladimir Harkonnen, esse cara deve ter amado fazer o papel pois ele atua com tanta vontade, deixa esse personagem interessante ainda mais chamativo e único. E eu queria também apontar para uma cena que me deixa muito desconfortável, mas é uma onde o barão parece nutrir algum tipo de sentimento pelo sobrinho Feyd, não me recordo de algo assim no livro mas neste filme teve e me deixou assustado. Dificilmente uma cena me deixa desconfortável do jeito que essa fez.
Voltando ao visual, eu amo o trabalho feito aqui, apesar que eu não fui muito fã dos soldados harkonnen e sardaukar usarem roupas de radiação para lutar mas ao mesmo tempo eu acho que entra dentro da proposta "alien". Nos livros temos um universo medieval no espaço, mas aqui, talvez pela pressão de querer ser um novo Star Wars, acabou se criando toda uma estética tecnológica, que ao meu ver conseguiu captar a essência dos livros ainda, que torna este universo único e cativante. Eu amo a estética, o visual, eu amo toda a essência desse filme e eu não me importaria de ver algo assim novamente, infelizmente não veremos.
Porém, citando novamente mais defeitos, a segunda parte do filme, o que o recentemente Duna parte 2 adaptou, é apressada. A essa altura todos os eventos ocorrem muito rápido, isso é consequência da produção caótica do filme, com o estúdio em cima do Lynch tirando muito de sua liberdade criativa cada vez mais e ainda cortando conteúdo em prol de ser visto no cinema. Além disso ,eu também queria acrescentar que é bem duvidoso chamar gente branca para interpretar uma etnia cujos costumes e inspiração vêm de culturas do oriente médio, além que a cultura Fremen não é muito bem retratada aqui, mas é coisa da época acredito...e por fim o final. Eu amo a cena final do filme, mas eu compreendo bem quem critica, pois vende os Atreides, em especial Paul, como heróis bondosos. Eu queria ressaltar mas os Atreides também são os vilões, os Harkonnen apenas são piores! E infelizmente essa versão de Duna falhou em retratar isso, mas mais uma vez é dificil afirmar se isso é culpa do Lynch, o que eu duvido, ou da produção, mais provável. Mas admitam...a cena das minhocas gigantes com os Fremen encima atacando os Sardaukar e Harkonnen é muito FODA!
O mais eu posso dizer? Sim, Duna(1984) possuí seus defeitos, mas nenhum deles é culpa do diretor ou das outras pessoas envolvidas, mas sim de uma produção que visava o lucro, no fim o grande culpado foi o Capitalismo em pessoa. E poxa, o autor dos livros, Frank Herbert, adorou o filme e até mesmo ficou muito amigo do Lynch e do ator do Paul, o Kyle Maclachlan(ele e o Lynch ainda teriam mais trabalhos juntos como em Blue Velvet e Twin Peaks). Duna teve um impacto no diretor, que jurou sempre ter total liberdade em seus filmes, e essa experiência também o ajudou com seus futuros projetos, eu acredito que se ele não tivesse feito Duna não teriamos Twin Peaks por exemplo. Mas infelizmente ele não gosta de lembrar que fez esse filme, especialmente por não ter tido a oportunidade de lançar sua própria edição.
Digam o que quiser de Duna, mas esse filme foi feito com carinho e com alma, eu vejo muito mais da essência de Duna aqui do que nos novos filmes, que me parecem mais preocupados em visual do que no significado. É um filme divertido, é interessante, é profundo, um filme imperfeito fruto de diversos problemas e com um sonho de grandeza. Eu defenderei esse filme, não irei negar seus defeitos, e até mesmo aspectos que me incomodam, mas irei falar com carinho de suas qualidades, das coisas que eu amei, e do impacto que ele deu em minha vida. Você deve se arrepender Lynch, mas eu agradeço pelo filme que fez mesmo com todas as dificuldades, ainda vejo um pouco de você aqui.
É isso ufaaa, esse texto não foi díficil mas eu tive que rever Duna umas duas vezes e ler um pouco a wiki omaga. Espero que meus poucos leitores tenham gostado...beijos
`` Nosferatu. Does this word not sound like the midnight call of the Bird of Death? Do not utter it, or the images of life will fade - into pale shadows and ghostly dreams will rise from your heart and feed your Blood.´´ Não é surpresa que, eu amo vampiros. Talvez dois textos(Blood Omen e Carmilla) possam não ter sido suficientes para falar que é meu tema favorito para qualquer coisa, então aqui vai um terceiro falando de um dos filmes mais famosos da mitologia moderna de vampiros. Mas não só dele, como também de outras versões que foram feitas ao longo das décadas. Esse texto irá falar de três adaptações especificamente, a primeira de 1922, a de 1979 e 2024. Existem outras, mas não são muito famosas ou chamativas, e não consegui achar elas para assistir e honestamente o pouco que li sobre não me interessou. Se eu eventualmente assistir mais alguma outra, irei fazer um mini-texto falando meus comentários sobre. Com isso deixado de lado, vamos ao texto ruim Antes de tudo, que...
Olá pessoas, originalmente esse texto seria postado para o Mês de Halloween, mas por motivos eu resolvi deixar para o futuro. E o futuro é agora. Eu conheço White Day há tempos, na verdade acho que já tem uns dez anos e foi na época que eu estava no meu ápice como fã de terror e derivados, passava o dia todo lendo creepypastas, vendo filmes de terror e vídeos no youtube como os do Ambuplay. Um streamer famoso atualmente, que na época era Youtuber(lendário Alanzoka) fez série do jogo na época, e ao descobrir que era freeware eu fui atrás. Não tenho lá muitas lembranças das minhas primeiras jogatinas, na verdade eu mal lembro como foram além que eu sei que peguei o pior final possível no jogo. Ao longo dos anos re-joguei de vez em quando, porém esses tempos acabei ficando com uma forte vontade de jogar novamente e dessa vez tive um hiperfoco tão grande ao ponto de pegar todos os finais do jogo. Um dia só lembrei do jogo e deu vontade, pesquisando eu encontro um patch chamado REPACK...
" A person has but one soul. I taught you to treat it well, but because you possess such great power, you continue to forget more and more the weight of the irretrievable. You only come to realise it when you can no longer support yourself... I mean, really, how many times have I warned the lot of you? " Senhoras e senhores! Meninos e meninas! Sejam todos muito bem-vindos á mais uma postagem deste blog irrelevante. Antes de mais nada vamos falar sobre algo que têm me incomodado muito, mas aparentemente o nosso design parece ter ficado muito feio do dia para a noite, não sei bem o que aconteceu e por mais que tenha tentado ajeitar ou restaurar o original o problema parece persistir. Caso algum leitor souber mexer com design de blogger, peço que entre em contato comigo! E agora vamos falar do texto mesmo, eu sou uma fã de Kuroshitsuji já tem mais de dez anos. Conheci o anime por meio de uma edição que fizeram da música "Alice Human Sacrifice" com o anime, na época e...
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