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Uma carta de amor para Carmilla

 "Você vai me achar cruel e egoísta, mas o amor é sempre egoísta; quanto mais ardente, mais egoísta. Você não pode fazer ideia de como sou ciumenta. Você deve ficar comigo, me amando, até a morte; ou me odiar e mesmo assim ficar comigo, e me odiar através da morte e além. Não existe uma palavra como "indiferença" na minha natureza apática."


Esse texto vai ser um pouco diferente, eu honestamente nem sei o que me levou a escrever isso em primeiro lugar! Aqueles que me conhecem sabem como eu amo vampiros, um dos meus livros favoritos é justamente "Entrevista com o Vampiro" junto da sequência "Vampiro Lestat", sem contar como um três dos meus jogos favoritos são "Blood Omen-Legacy of Kain", "Vampire The Masquerade Bloodlines" e "Castlevania Symphony of the Night", isso sem falar de animes como "Shiki" e as duas adaptações de "Hellsing" terem um lugar especial no meu coração. 

Eu não me considero uma autoridade no assunto, possuo um livro que busca resumir todas as lendas de vampiro, afinal estamos falando de um conceito compartilhado por culturas no mundo todo. Mesmo na Roma Antiga, existiam-se lendas e folclores de criaturas que possuem muitas semelhanças com o atual conceito de vampiros como as striges, no folclore japonês por meio dos gaki, na Índia com os Vetala, Pey, Rakshasa Pishacha e entre outros. O berço da humanidade, a "Mesopotâmia" também possuí suas lendas próprias, como a de "Lamashtu", uma deusa-demônio que bebia sangue de grávidas, e Lilitu que originou a lenda de Lilith, que era um demônio ou um tipo de demônio que bebia sangue de grávidas ou homens.   

No entanto a visão mais popular da lenda se originou no leste europeu, onde histórias afirmam que as crenças eram tão reais ao ponto de se fazerem caixões especiais para evitar que o vampiro pudesse sair, e rituais fúnebres específicos e diferentes para mortes ditas como misteriosas, onde estacas eram enfiadas no coração do cadáver. Os termos variam desde "Wurdulac", "Vampir", "Upir", "Strigoi"(semelhante ao termo striges dos romanos), "Vrykolakas", "Moroi" e por fim "Dhampir ", cada um pertencendo a um país e cultura do leste europeu e Balcãs e possuindo suas próprias características. Além desses existem também alguns termos mais regionais como "Nachzehrer", "Nelapsi", "Ustrel", "Mullo"(este último sendo uma lenda romani).

Com a publicação de "Drácula" pelo autor Bram Stoker em 1897, os vampiros acabaram ficando populares ao ponto de muitas das concepções modernas que temos deles terem surgido nesse livro, como a habilidade se transformar em morcego, lobo ou névoa(tanto Castlevania Symphony of The Night quanto Blood Omen possuem essas transformações como mecânicas) e por ai vai. O livro usa a figura real do Príncipe da Valáquia, "Vlad Tepes III" mais conhecido como o "Empalado", e também como "Drácula" que significa "Filho do Dragão", pois seu pai "Vlad II" era chamado de "Dracul" pois fazia parte da "Ordem do Dragão".

O livro foi tão famoso que teve diversas adaptações, a mais famosa sendo "Nosferatu" de 1922, que devido á produção não ter tido autorização da esposa do já falecido Stoker em realizar um filme sobre o livro, acabaram por criar uma história nova mas ainda assim com a mesma estrutura narrativa do livro. E o próprio Nosferatu trouxe elementos importantes para a mitologia vampírica, em especial o uso do sol como principal fraqueza dos vampiros. 

Apesar da importância cultura do livro, como além de estabelecer á imagem do vampiro moderno, assim como criou figuras famosas da mitologia vampira como o "Van Helsing", eu particularmente acho uma leitura bastante tediosa. É um livro grande que, apesar de eu ter gostado, demorei muito para terminar sem contar como achei a narrativa muito chata, e demorou muito para o livro ficar interessante para mim. Sempre que falo de Drácula, eu indico alguma adaptação como a já citada "Nosferatu" ou o filme do Coppola "Drácula de Bram Stoker", e também um filme de 1958 chamado de "Vampiro da Noite" onde temos a lenda sir Christopher Lee sendo o vampiro.     

É inegável que "Dracula" seja o pai dos vampiros, e que Bram Stoker seja o arquiteto da mitologia vampira moderna. No entanto, existe um livro que precede Drácula, que também foi uma grande inspiração para Stoker em muitos aspectos. E é justamente o livro que iremos discutir hoje, a lenda de Carmilla, escrita por Sheridan Le Fanu.

A imagem de Carmilla também é muito forte na mitologia vampira e na cultura popular, aparecendo na animação Castlevania da Netflix, e até mesmo sendo uma das vilãs da saga "Vampire Hunter D", onde temos o filho do Drácula como protagonista. Mas ainda assim o livro que originou sua lenda é um tanto esquecido, e deixado de lado, apesar que atualmente exista um "revival" muito forte do livro com relançamentos. Honestamente é um livro que merecia a mesma importância atribuída a Drácula, mesmo sendo um livro curto(a edição que eu li contém somente 83 páginas) ele levanta muitos debates e discussões, indo além do campo do sobrenatural, com muitas pessoas até mesmo identificando críticas sociais na obra. Le Fanu era um irlandês vivendo sob domínio colonial Britânico, muitos associam a própria figura da Carmilla como uma representação da aristocracia britânica e suas vítimas como os colonizados pelo império. Mas o aspecto mais chamativo do livro, que é justamente o que torna a leitura favorita de muitas mulheres, são os temas de desejo sáfico em um contexto vitoriano repressivo. Em conversas com uma amiga, costumamos nos referir a Carmilla como a "Vampira Lésbica" e não é a toa, mas irei falar disso mais para frente.

Para aqueles que não conhecem, o livro conta a história de Laura, uma garota filha de um inglês e uma húngara que vive em um castelo, constantemente chamado de schloss no livro, na Áustria. Apesar da clara posição aristocrática, a garota descreve seu ambiente como o sendo "humilde" e de pouco luxo. A narrativa é um relato de uma Laura mais velha relembrando os eventos do passado, que foi passada para um homem chamado "Dr. Hesselius", que os entregou ao escritor do livro. É dito já no começo que a Laura faleceu durante o intervalo de comunicação com o tal Hesselius, o que por si só é um mistério. A introdução do livro faz questão de se referir a Laura como uma pessoa "inteligente" e "erudita" e que apesar de religiosa, não é alguem que se deixa leva por crenças populares.  Isso claro é uma ferramenta narrativa para dar confiança á narradora, tal tática também é muito utilizada nos livros do autor H.P. Lovecraft, onde seus protagonistas sempre são descritos como "estudiosos" ou "homens de ciência" e até mesmo "ateus" em certos contos, a imagem de uma pessoa que tem tanta pouca fé no sobrenatural relatando algo supostamente reforça o terror do mesmo. 

A nossa jovem Laura, de 19 anos na época dos acontecimentos, vive uma vida simples com seu pai, alguns criados e duas madames responsáveis por sua criação, a mãe já é falecida mas mais para frente sua linhagem é resgatada como parte da narrativa. O livro começa com ela descrevendo um evento que ocorreu quando tinha seis anos, onde ao acordar no meio da noite em seu quarto enxerga uma mulher na escuridão que a abraça e conforta, mas a situação se tornar assustadora quando ela sente algo a perfurando e ao gritar a mulher se esconde para debaixo da cama. Tal episódio a marcou tanto que por anos ela foi incapaz de dormir sozinha em seu próprio quarto, e o terror da cena é intensificado quando após todos do castelo irem ver a garota por conta dos gritos, uma das madames confirma sentir um lado da cama estar "quente" como de fato alguém tivesse estado ali. 

Em uma tarde, o pai de Laura lhe dá a notícia de que a sobrinha de um amigo, o general Spielsdorf, morre em circunstâncias misteriosas, isso afeta a menina pois ela estava ansiosa para conhecer a falecida e passar alguns dias com ela. Isso é um detalhe importante, pois o castelo onde ela vive fica no interior, e a mesma não conhece muitas pessoas além dos criados, então ela estava ansiosa em ter uma amiga. Naquela mesma noite porém, o destino dá a ela a chance de ter uma amiga, pois uma carruagem acompanhada por diversos cavaleiros se acidenta bem em frente ao castelo, e uma das vítimas foi uma jovem garota. Uma mulher que se diz mãe da garota e que estava nessa carruagem, pede ao pai de Laura que ele cuide de sua filha, pois esta estava muito fraca para continuar a importante viagem, e ele aceita. A garota em questão é a ninguém menos que Carmilla, que foi acolhida no castelo e acaba criando intimidade com Laura.  

Maior parte do livro se baseia em Laura falando sobre sua nova amiga, e logo quando elas se conhecem podemos enxergar os temas sáficos. A garota parece que se apaixona a primeira vista, e comenta muito da beleza da Carmilla e como se sentia atraída por ela, e nas páginas seguintes não lhe faltam comentários sobre a aparência da mesma e de como amava ficar perto dela. Sem contar com todo o afeto que recebia de Carmilla, com abraços e beijos e as conversas românticas entre as duas. São esses momentos que popularizam o livro, muitas pessoas gostam da história por conta deles. Eu brinquei no bluesky que Carmilla era o "primeiro Yuri". E honestamente é difícil não pensar outra coisa com frases como:

"-Nunca amei ninguém, nem nunca amarei - ela sussurrou - A menos que seja você!" Em um diálogo entre as duas. 

Além de que quando alguns quadros que pertenciam a família da mãe de Laura chegam ao castelo, um deles era tão idêntico a Carmilla que Laura a colocou em seu quadro, outro sinal da paixão que sentia pela amiga, este momento é importante para a narrativa. O quadro era de uma mulher chamada "Mircalla de Karnstein", uma nobre de uma família já extinta, e a mãe de Laura era uma de suas descendentes, e Carmilla afirmou ser uma também.

O erotismo vampiro nasceu neste livro, especialmente nas técnicas de sedução que a vampira faz á sua vítima. É curioso também ressaltar como Carmilla prefere se alimentar do sangue de garotas jovens, o que criou a imagem de que estas são as vítimas favoritas dos vampiros.    

Mas nem tudo foram flores, mesmo quando se conhecem Laura nota coisas estranhas na menina, como por exemplo comenta como ela é idêntica a figura feminina que a assombrou na infância e fica assustada, mas Carmilla consegue aliviar a tensão ao falar que também reconhecia Laura de um sonho que teve na infância. Dando a entender que tal evento fora um sonho compartilhado das duas, e um sinal de que o destino as queria juntas. Mas não para por aí, Laura fica incomodada com o quanto Carmilla evita falar sobre si mesma e de sua família, em como o carinho e afeto dela, apesar de bem-vindo, a deixa um pouco desconfortável ás vezes. E também comenta sobre como ela tranca o quarto e só aparece depois das uma da tarde.

Além de um episódio, onde as duas enxergam um grupo de pessoas realizando o funeral de uma garota, e quando Laura se junta aos cantos religiosos Carmilla fica extremamente incomodada e começa a ser rude, afirmando que "pouco se importa com a morte de uma camponesa" e até mesmo demonstra estranho desconforto com as palavras sagradas. Laura até mesmo chega a afirmar em dado momento que não tinha certeza da Carmilla ser cristã, pois até mesmo o tema de religião lhe era evitado.

Mesmo com todo o horror que foi o evento, Laura não deixa de demonstrar uma admiração e até mesmo amor pela Carmilla, mesmo já se passado tantos anos. É notável que uma Laura mais velha sente falta da companheira, apesar de tudo.     

Carmilla estabelece o conceito do "Vampiro aristocrático" que Drácula reutiliza e expande, muitas lendas de vampiros tinham um aspecto mais "popular" ou "campesinato", e até mesmo com um teor religioso muito forte sobre como rituais precisam ser devidamente feitos para evitar que o falecido retorne como um monstro. Tal retratação aristocrática ainda é algo presente, todas as histórias de vampiros os mostram como pessoas de alta classe, especialmente na saga de Anne Rice, onde os principais protagonistas "Louis" e o famoso "Lestat" são de origem nobre(creio que Louis na verdade seja um burguês, mas não me recordo da obra falar sobre sua origem). E não foi somente nisso que Carmilla influenciou os livros da Anne Rice, a própria relação homoafetiva entre Lestat e Louis, e também com outros personagens da saga como Armand, também veio deste livro. 

O uso de vampiros para retratar alguma crítica social também veio daqui, não é incomum utilizar deles para tal propósito. Vampire The Masquerade por exemplo, onde temos a Camarilla que é uma instituição opressora que visa estabelecer a dominação da aristocracia vampira, e os Anarquistas que estão sempre se opondo ao autoritarismo desta. Mas claro que aqui fui muito mais especifico, como citei anteriormente o autor do livro é um irlandês vivendo em um domínio colonial, e muito do livro busca criticar á dominação britânica, especialmente da imposta cultura vitoriana. 

Que Bram Stoker se inspirou neste livro já temos certeza, é notável como "Dracula" foi uma forma de expandir ainda mais a figura de horror do vampiro. Um aspecto que certamente foi inspiração para o livro, foi o fato de que Carmilla também é inspirada em uma pessoa real, é dito que a inspiração veio da Condessa Isabel Bathory, a chamada "Condessa Sangrenta" que supostamente matava garotas virgens e se banhava em seu sangue para manter a juventude, até que ela foi presa e julgada. É importante ressaltar que tal inspiração não é uma certeza, assim como já se existem estudos que parecem duvidar se Bathory de fato cometeu tais crimes, muitos afirmam que as acusações foram forjadas por seus opositores e de pessoas que queriam posse de suas propriedades e riquezas pois esta era uma mulher muito poderosa em um mundo dominado por homens. Mesmo se de fato tal inspiração for real, ainda se casaria com os temas sociais da obra, especialmente ao se discutir como a imagem cruel atribuída a Bathory seja fruto de uma sociedade machista querendo diminuir uma mulher com influência, o que ao meu ver enriquece ainda mais a obra. 

É notável também como o famoso "Van Helsing" é inspirado na figura do "Barão Vordenburg", ambos sendo especialistas em vampiros. No entanto Van Helsing é bem mais desenvolvido, sem contar que é um polímata famoso e ama colocar a mão na massa, enquanto Vordenburg é mais retratado como um "Historiador" que tem um amplo conhecimento nas lendas vampíricas e aparece mais como um consultor, além de que sua aparição é breve. Porém Vordenburg ainda é uma figura interessante em muitos sentidos, ele é descrito como um homem sombrio e diferente, sem contar que ele possuí uma relação íntima com os vampiros.   

Mas agora falando dos próprios vampiros, bom este tópico é justamente o mais interessante pois os vampiros de Carmilla se diferem muito da cultura popular, ou melhor da visão moderna que se temos deles que veio de Drácula. Para começar é sempre ressaltado como os vampiros são "frios", pois eles basicamente estão mortos, sua pele pálida e rigidez cadavérica ao dormir são uma característica marcante, além de que eles não possuem respiração. Em Carmilla porém, este não é o caso, na verdade é até dito na obra que é difícil de reconhecer um, Laura sempre descreve sua companheira respirando ou com um corpo quente e vivo, além de que quando encontram o túmulo onde a vampira dorme é dito como ainda "respirava" e possuía "cores". Outro fato marcante é também o sol não parecer ser uma fraqueza, como falei a Carmilla só dava as caras depois da uma da tarde o que é ainda de dia então da para se afirmar que a luz do sol não a mata. Felizmente não parece ser um trabalho impossível, pois afinal no livro se fala de um homem que matou um vampiro usando uma espada. 

É notável também outras características da mesma, cenas que a descrevem indo se alimentar relata como ela parece assumir a forma de um "grande monstro negro" que nem parecia humano. Isso é muito vago, mas parece demonstrar que ela é capaz de transformação mas não fica claro o que, ou se talvez isso seja apenas um efeito psicológico em quem testemunha o ato.

Outro traço marcante é como Laura descreve que sua amiga está sempre fraca como se estivesse doente ou possuí uma saúde fraca, dando a entender que os vampiros desta lenda são muito mais dependes do sangue do que se imagina.

Carmilla também afirma como o vampiro deve ser convidado para entrar na residência de sua vítima, apesar que tal característica é demonstrada de forma indireta no livro. Tal traço é presente nas lendas vampíricas que precedem o próprio livro, mas acabou se tornando também uma característica em algumas ficções modernas.

Mas agora o que mais me chama a atenção, sua origem. Em Drácula é notável como o vampirismo parece se espalhar como uma doença, o vampiro bebe o sangue de alguém com o passar das noites, até que a pessoa morre e enfim se torne em um. Nos livros da Anne Rice, e também em Vampire the Masquerade, o processo envolve muito mais que só a mordida, tendo até mesmo uma "troca de sangue" onde a vítima bebe do sangue do vampiro. Em Carmilla não é dado uma certeza, o Vordenburg conta que quando uma pessoa perversa se suicida ela se torna em um vampiro, e quando este espectro visita os vivos em seus sonhos, eles morrem e também se tornam e é dito que foi este último incidente que criou a nossa vampira sáfica. Ele afirma isso com base em seus estudos, mas seriam tais estudos confiáveis? O livro trata a figura do vampiro com um mistério sem solução, e é notável uma falta de confiança por parte em alguém que se dedicou a estudar tais criaturas. Eu prefiro muito mais essa abordagem misteriosa ao se construir uma história de terror com vampiros.

Gostaria de finalizar retomando a falar da relação entre Laura e Carmilla, afinal o que é fruto da sedução e apego do vampiro a sua presa, e o que é de fato um amor genuíno? Carmilla afirma em um momento que amaria a Laura mesmo se ela a odiasse, referindo á uma possível eventualidade da última descobri a identidade da companheira. Mesmo se tudo isso for uma sedução para poder se alimentar de sua presa, qual é a necessidade? E por que a vampira demonstra tanto afeto e carinho? A leitura deixa claro a existência de um amor entre as duas, mesmo anos após os eventos é visível como Laura ainda parece ter uma visão positiva da Carmilla, apesar dela também relatar um horror que a faz acordar de noite. Eu particularmente acredito que possa sim existir um amor ali, e não sou a única, mas também não irei discordar de quem afirmar ser só uma tática de vampiro. Afinal um dos aspectos positivos deste livro são as discussões e interpretações que ele criou. 

É correto dizer que Bram Stoker foi o pai dos vampiros, mas Le Fanu foi o avô. Bram Stoker é o arquiteto, e Le Fanu é o mestre de obras. Drácula é o pai dos vampiros, e Carmilla certamente é a mãe.

Bom, encerramos mais um texto meio cringe, eu tentei fazer algo diferente aqui.  Eu poderia fazer um trabalho mais completo sobre vampiros ou Carmilla, mas eu na verdade recomendo a leitura de livros sobre o tema. É isso amores, beijos da Gisele.  

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